Minimalismo

Ser Minimalista e Viver com alguém que não é

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Adoptar um estilo de vida Minimalista e viver com alguém que não é pode, muitas vezes, dificultar o nosso processo. Quando começamos a querer simplificar a nossa vida deparamos-nos com algumas pessoas que não apoiam as nossas escolhas, e isto pode ser a maior barreira para este estilo de vida, principalmente quando é o nosso companheiro.

Confesso que durante a minha jornada deparei-me com a pergunta “como consigo simplificar, se ele só quer guardar?“. No início foi complicado e cometi alguns erros. Actualmente consigo viver com as nossas diferenças e levar na mesma uma vida mais minimalista. Relembrando que o Minimalismo é identificar o essencial para cada pessoa, é o que queremos nós para a nossa vida, é algo pessoal.

E vocês perguntam-me se após 5 anos o meu marido continua a não ser minimalista? Continua!! E continua a dizer que eu tenho a mania de mandar tudo fora e que se deve guardar porque um dia nunca se sabe se vamos precisar. E como é que eu faço?! Vou partilhar algumas dicas para quem vive com um “não minimalista”:

Minimalismo é pessoal

Quando queremos adoptar o estilo de vida minimalista muitas vez caímos no erro de pensar que todos que vivem connosco também o querem. Mas o minimalismo é um processo interno, um processo pessoal que cada pessoa tem de o fazer sozinha, pois o que é essencial para mim pode não ser para a outra pessoa.

Eliminar os itens pessoais

O primeiro erro de muitas pessoas é remover também os itens da pessoa com quem vive. Mas por experiência própria recomendo que não cedas à tentação de eliminar as coisas dos outros sem permissão. O melhor é começar com as nossas coisas e reduzir o máximo que conseguirmos nos itens compartilhados. Acredita que ao eliminar as nossas coisas pessoais já vai fazer uma grande diferença.

Sê o exemplo

A mudança parte de nós e mostrar aos outros que vivem connosco os benefícios de viver com menos confusão, menos tralha, pode levá-los a querer simplificar um pouco as suas coisas. Não radicalmente, mas podem ceder um pouco e um pouco é melhor que nada! Explicar o porquê das nossas escolhas também é importante, mas não tentes convencer ninguém, dá o exemplo porque as nossas acções falam mais alto que as palavras.

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Negociar e quando entra um, sai outro

Nos objetos comuns a todos que vivem em casa, podes sempre tentar negociar: se entra um objeto novo, sai um que já não é preciso. Não se vai guardar por guardar, porque a verdade é que vão ficar eternamente guardados. O que fiz cá em casa foi arranjar uma caixa onde guardo os itens que se encaixa nesta categoria, ao final de uns meses/ano mostrei que nunca precisámos de nada do que estava naquela caixa, por isso porquê manter?!

Encontrar o equilíbrio

A casa é de todos e tem de funcionar para todos, e o que é essencial para mim pode não ser para os outros que vivem comigo, até mesmo quando se vive com pessoas minimalistas. O ponto de vista sobre o minimalismo varia de pessoa para pessoa. Temos de encontrar uma solução que mantenha o equilíbrio, mesmo que para nós a solução não seja a ideal. Mais vale 50% do minimalismo do que 0%.

Compreende o outro

Viver com alguém com um estilo de vida diferente não significa que vai correr mal, em qualquer relacionamento é necessária compreensão. Se houver respeito e compreensão pelas escolhas da outra pessoa é possível viver com alguém que não é minimalista. Aliás uma pessoa que não é minimalista não significa que não seja organizada.

O minimalismo não é um processo fácil, e definitivamente não é fácil quando a pessoa ou pessoas com quem vivemos não são minimalistas. Mas temos de relembrar que adoptar um estilo de vida minimalista é um processo, a cada pequeno passo vamos reduzindo mais. Não queiras reduzir drasticamente a quantidade de coisas que possuis. Descomplica e leva este processo com calma.

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